Resenha Espírita
Brasília/DF - Brasil

Última atualização: 13/03/2018
Joanna de Ângelis

Relatividade da Vida Física
Divaldo Pereira Franco

Não há porque se temer o envelhecimento, invejar a juventude, lamentar o tempo

Embora a relatividade do ser físico, da existência terrena, o sentido da vida permanece inalterado. Se se depositam no corpo, apenas, todas as aspirações, à medida que ele envelhece, que se lhe diminuem as re­sistências e possibilidades, claro está que perdem o impacto e o objetivo.

Observando-se, porém, a vida como um todo, não somente como a trajetória fisiológica, tais anseios se realizam a cada instante, arquivando-se no passado, e servem de base para novas buscas e motivações.

Não sendo o corpo mais que uma vestimenta, a sua duração é irrestrita, desgastando-se enquanto vibra, consumindo-se à medida que é utilizado.

As conquistas agradáveis e as derivadas do sofri­mento tornam-se parte integrante do seu conteúdo, permanecendo como valores que o enriquecem.

O importante não é o seu tempo de duração, mas a forma como é vivida, experienciada, arquivada cada etapa.

Quando se encontra acumulado, vibra e tem senti­do, porquanto pode ser acionado a cada instante, revi­vido com intensidade quando se queira, repetindo as emoções antes experimentadas.

Não há porque se temer o envelhecimento, invejar a juventude, lamentar o tempo. Esse comportamento viceja nos indivíduos imaturos. O vir-a-acontecer não pode influir mais na conduta, do que o já-acontecido.

Os sofrimentos vivenciados, os sorrisos extemados, os conhecimentos adquiridos, os recursos utilizados são todos um cabedal que não pode ser comparado ou per­mutado pelas interrogações daquilo que ainda não foi conseguido.

A existência física possibilita a integração do indi­víduo com a Natureza, harmonizando-o e promoven­do-o para realizar incursões mais audaciosas, quais a superação do ego e o crescimento do Self, assim como a tranqüila movimentação na sua realidade de ser imor­tal. O seu trânsito no corpo constitui-lhe uma etapa valiosa para a recomposição de forças, que se pertur­baram, e a aquisição de energias mais sutis que se deri­vam do eu superior e devem ser canalizadas no rumo da sua supervivência.

Assim não fosse, a consumpção orgânica encerrar-lhe-ia a realidade, apagando as conquistas do pensa­mento e do amor.

Essas expressões da vida não se comburem jamais, desaparecendo na memória do tempo, extinguindo-se no espaço universal. Permanecem atuantes e realiza­doras, vencendo as barreiras vibratórias do corpo e mantendo-se organizadas fora dele, porque são a fonte geradora do existir.

A busca do sentido da vida ultrapassa a manifesta­ção da forma e prossegue em outras dimensões, afor­moseando o ser que projeta, sim, a sua realidade para outros cometimentos existenciais futuros, outros desa­fios humanos, superando-se através das conquistas armazenadas, direcionando-se para a integração na har­monia da Consciência Cósmica, livre de retentivas com a retaguarda, desembaraçado de aflições, porque su­peradas, e aberto a novas expressões sempre portado­ras da peregrina luz da sabedoria.

AMOR, IMBATÍVEL AMOR

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