Resenha Espírita

Edição: Julho/2004
Última atualização: 02/julho/2004
Matérias

No Trabalho
Conduta Espírita, André Luiz, psic. Waldo Vieira, FEB

No Trabalho

Diante da Cruz

Sonhos

Resumo da Doutrina dos Espíritos


Desde que se encontre em condições orgânicas favoráveis, dedicar-se ao exercício constante de uma profissão nobre e digna.

O engrandecimento da vida exige o tributo individual do trabalho.

Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações com o necessário equilíbrio.

O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.

Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.

Da busca incessante da perfeição, procede a competência real.

Ajudar aos colegas de trabalho e compreendê-los, contribuindo para a honorabilidade da classe a que pertença.

O espírita responde por sua qualificação nos múltiplos setores da experiência.

Cultuar a caridade nas tarefas profissionais, inclusive naquelas que se refiram às transações do comércio.

O utilitarismo humano é uma ilusão como as outras.

Jamais prevalecer-se das possibilidades de que disponha no movimento espírita para favoritismos e vantagens na esfera profissional.

Quem engana a própria fé, perde a si mesmo.

Em nenhuma ocasião, desprezar as ocupações de qualquer natureza, desde que nobres e úteis, conquanto humildes e anônimas.

O trabalho recebe valor pela qualidade dos seus frutos.

"Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." — Jesus. (JOÃO, 5:17.)

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Diante da Cruz
Celso Martins

No Trabalho

Diante da Cruz

Sonhos

Resumo da Doutrina dos Espíritos


Não assisti a este estrondoso campeão de bilheteria que está sendo levado às telas dos cinemas recordando a condenação do único cidadão de todo o mundo, e em todos os tempos, que morreu sem defesa nem culpa alguma do mínimo delito!...

porque com estes olhos míopes que um dia a terra há de comê-los, já estou quase entrando em apoplexia diante da fome das crianças que cheiram cola de sapateiro ao meio-dia e sobretudo pela madrugada morando na rua. Diante das meninas de 10 a 12 anos de idade já trazendo no ventre cujo pai será, quase sempre o avô do bebê. Diante de velhos precocemente envelhecidos e mais que isto, duramente com doenças curáveis, se fossem tratadas devidamente a tempo, morrendo nas portas dos hospitais sucateados, com equipamentos eternamente quebrados e eu não sei para onde vai o imposto do cheque. Diante do massacre que se dá não apenas no Oriente mas quando por aqui ou por ali há o tiroteio entre polícia e míseros traficantes de drogas, drogas estas que estão entrando em nossas famílias mais ou menos como o ópio entrou na China por ação de graça da Grã-Bretanha, se não me falha a memória em 1850 ou um pouco antes. Diante da tuberculose, melhor dizendo, da fome dos adultos que estão vendendo artigos importados pelo contrabando na qualidade honrada e honesta de camelôs e os economistas Pê Agá Dê da Sorbonne, de Oxford, de Harvard dizem que é a economia invisível, mas visível aos cassetes de madeira maciça das Guardas Municipais, pelo menos na cidade do RJ.

Assistir a filmes de tortura a mim me basta reler o livro Brasil: Tortura Nunca Mais! Porque eu o li de capa a capa. Ou ler (não os li ainda) os romances se não me engano muito de uma tal de Agatha Christie (nem sei se escrevi certo porque só sei muito mal e porcamente o portinglês em voga com um tal de i-meio, de show, de saite, de shopping e outros barbarismos, na acepção gramatical de barbarismos mesmo, ou melhor ainda, de anglicismos) Deus me perdoe!...

Ao filme sobre as torturas da paixão e morte de Cristo, eu como espírita, respeitando sinceramente todas as religiões e até mesmo admitindo o direito de Fulano, Beltrano e Sicrano serem ateus (às vezes por culpa da própria maneira como muitos religiosos catequizam os infiéis ou filhos de Belzebu); mas como vinha desenvolvendo a minha xaropada escrita, ao filme sobre as torturas físicas que nós mesmos, em outros corpos, praticamos contra quem apenas nos ensinou a amarmos uns aos outros como Ele ainda continua a nós todos nos amando - prefiro ler, reler e tresler a sua vida a buscar seguir os seus exemplos. E diante da cruz Ele não disse: "Pai por que me abandonaste?" Nem são estas palavras do bom ladrão! Como Deus abandonaria o Filho que disse a nós, homens, que estaria sempre conosco até o fim dos tempos? Erro de tradução:

Ali, nas vascas da morte matada, o Cristo abriu as portas de seu coração e agradeceu:

Pai, porque me glorificaste? Tenho dito! Ou será que pensei errado? É possível.

Celso Martins nasceu no Rio de Janeiro em 1942. É escritor e jornalista espírita conhecido em todo o país. Autor e co-autor em dezenas de livros publicados no Brasil e no exterior. Além de artigos veiculados por diversos periódicos.
É professor de Biologia e de Física, atualmente aposentado, e licenciado em História Natural e Pedagogia. Esperantista desde 1956, atuou no campo das artes como poeta, sonetista, trovador e contista.
Dedica-se à difusão do Espiritismo na tribuna, na Rádio Rio de Janeiro e pela TV Bandeirantes. Vem colaborando com a Resenha Espírita desde os primeiros tempos.

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Sonhos
A Gênese, Cap. XIV, nos 27 e 28

No Trabalho

Diante da Cruz

Sonhos

Resumo da Doutrina dos Espíritos


3. — José, diz o Evangelho, foi avisado por um anjo, que lhe apareceu em sonho e que lhe aconselhou fugisse para o Egito com o Menino. (S. Mateus, cap. II, vv. 19 — 23.)

Os avisos por meio de sonhos desempenham grande papel nos livros sagrados de todas as religiões. Sem garantir a exatidão de todos os fatos narrados e sem os discutir, o fenômeno em si mesmo nada tem de anormal, sabendo-se, como se sabe, que, durante o sono, é quando o Espírito, desprendido dos laços da matéria, entra momentaneamente na vida espiritual, onde se encontra com os que lhe são conhecidos. É com freqüência essa a ocasião que os Espíritos protetores aproveitam para se manifestar a seus protegidos e lhes dar conselhos mais diretos. São numerosos os casos de avisos em sonho, porém, não se deve inferir daí que todos os sonhos são avisos, nem, ainda menos, que tem uma significação tudo o que se vê em sonho. Cumpre se inclua entre as crenças supersticiosas e absurdas a arte de interpretar os sonhos.

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Resumo da Doutrina dos Espíritos — Parte Final
O Livro dos Espíritos, Introdução, item VI

No Trabalho

Diante da Cruz

Sonhos

Resumo da Doutrina dos Espíritos


Alan Kardec

"Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil.

Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e o bem da Humanidade. A dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, amiúde trivial e até grosseira. Se, por vezes, dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade dos homens e se divertem à custa dos que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade, alimentando-lhes os desejos com falazes esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, na mais ampla acepção do termo, só são dadas nos centros sérios, onde reine íntima comunhão de Pensamentos, tendo em vista o bem.

"A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações.

"Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que, no mundo dos Espíritos, nada podendo estar oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas todas as suas torpezas; que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra.

"Mas, ensinam também não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final."

Este o resumo da Doutrina Espírita, como resulta dos ensinamentos dados pelos Espíritos superiores.

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