Resenha Espírita
Brasília/DF - Brasil
Edição: Março/2008
Última atualização: 18/março/2008
Matérias

A Inteligência do Negro
Celso Martins

A Inteligência do Negro

Vinte Exercícios


Vi, primeiro, no Jornal da Bandeirantes e, depois, li na Folha de São Paulo, em meados de outubro de 2007, a declaração altamente preconceituosa do conhecido ianque James Watson, descobridor, ao lado do britânico Francis Crick, da estrutura helicoidal da molécula do ácido desoxirribonucléico, declaração infeliz quando alega ser o negro africano menos inteligente do que o branco europeu. A África sempre sofreu a exploração da Europa. Logo...

E eu, professor de Biologia, que sempre admirei estes dois laureados com o Prêmio Nobel de Medicina, em 1962, me pus a matutar com os meus botões: É... estamos voltando à era do nazifascismo. Em nome de uma raça superior, ou seja, a ariana, como denunciei no livro Tópicos de Bioética, lançado pela DPL e o leitor interessado poderá, se puder, adquiri-lo junto ao Lar da Caridade, de Uberaba (MG), sob os cuidados da amiga Cleonice, pelo telefone 0XX-34 3332-2919, o austríaco Adolf Hitler, de triste memória, ordenou o genocídio de negros, de homossexuais, de Testemunhos de Jeová, de judeus e comunistas, no auge do III Reich, como sabem muito bem os leitores queridos, caso esta crônica tenha algum leitor benevolente. Watson esqueceu o cientista negro George Carver?

O citado Lar da Caridade, da R. João Alfredo, 437 bairro Abadia, de Uberaba (MG) desmente em toda a linha a tese defendida (e depois desmentida) pelo mentor e principal incentivador do moderníssimo Projeto Genoma Humano. Foi este antigo Hospital do Fogo Selvagem criado e está sendo dirigido a duras penas por uma negra na pessoa da querida Dona Aparecida Conceição Ferreira.

Dona Aparecida é da estirpe de um Chico Xavier, de uma Irmã Dulce, de uma Madre Teresa de Calcutá, de uma princesa Diana quando estas criaturas admiráveis se doam em favor do próximo sofredor. Só que Dona Aparecida é desconhecida pela maioria dos brasileiros. Repito: uma negra inteligente e generosa. Tendo bons alimentos, boa escola o negro é tão inteligente como o europeu. Encerraria essas linhas com negros inteligentes como José do Patrocínio, Silvino de Azeredo (fundador do Correio da Lavoura em 1917 em Nova Iguaçu/RJ), o psiquiatra Juliano Moreira, o poeta Cruz e Souza, o músico padre Nepomuceno, o compositor Pixinguinha, o cantor Nat King Cole. Todavia, fixo-me num colega de ginásio e de colegial . Refiro-me ao negro paupérrimo Élcio Caixeiro. Pobríssimo que a turma fazia uma "vaquinha" para lhe comprar a merenda matinal. Em 1961, assim que terminou em 1º lugar o então científico dentre 19 alunos do Colégio Leopoldo (novamente Nova Iguaçu), logrou entrar para a antiga Escola Nacional de Engenharia e se fez depois capitão da reserva do Exército Brasileiro, atualmente aposentado pela Petrobrás após dois cursos feitos nos EUA.

Cartas: Cx. Postal 61003 V. Militar Rio de Janeiro RJ 21615-970.

Celso Martins nasceu no Rio de Janeiro em 1942. É escritor e jornalista espírita conhecido em todo o país. Autor e co-autor em dezenas de livros publicados no Brasil e no exterior. Além de artigos veiculados por diversos periódicos.

É professor de Biologia e de Física, atualmente aposentado, e licenciado em História Natural e Pedagogia. Esperantista desde 1956, atuou no campo das artes como poeta, sonetista, trovador e contista.

Dedica-se à difusão do Espiritismo na tribuna, na Rádio Rio de Janeiro e pela TV Bandeirantes. Vem colaborando com a Resenha Espírita desde os primeiros tempos.

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Vinte Exercícios
Scheilla, Ideal Espírita, psic. Chico Xavier e Waldo Vieira, ed Comunhão Espírita Cristã.

A Inteligência do Negro

Vinte Exercícios



Executar alegremente as próprias obrigações.

Silenciar diante da ofensa.

Esquecer o favor prestado.

Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.

Emudecer a nossa agressividade.

Não condenar as opiniões que divergem da nossa.

Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.

Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.

Treinar a paciência constante.

Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.

Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.

Desculpar sem desculpar-se.

Não dizer mal de ninguém.

Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.

Alegrar-se com a alegria dos outros.

Não abor-recer quem trabalha.

Ajudar espon-taneamente.

Respeitar o serviço alheio.

Reduzir os problemas particulares.

Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade.

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