Resenha Espírita
Brasília/DF - Brasil
Edição: Agosto/2008
Última atualização: 17/setembro/2008
Entrevista

Entrevista concedida por Vitor Ronaldo Costa (Parte Final)


7. Como alertar o médium que esteja incurso em processo de obsessão?

Chamando-o em particular e, dialogando de uma forma respeitosa e objetiva, a respeito das observações feitas pelos integrantes do grupo. É claro que tal responsabilidade deve ser assumida pelo dirigente do grupo e não por qualquer outro integrante. O que se não deve é omitir a chance do comentário oportuno, deixando que o médium se afunde em seu desequilíbrio sem a chance da iniciativa terapêutica. Isso seria uma leviandade da direção do grupo. Uma conversa amena e a disposição de auxiliar fazem com que a criatura se renda às evidências e se proponha a cumprir os requisitos reabilitadores propostos pelo dirigente.

8. Como orientar os aspirantes ao mediunato para que seu aprendizado e exercício se façam com sucesso?

A mais seguras das regras repousa na boa formação doutrinária proposta pela codificação kardequiana. Ao lado disso deve-se estimular a boa leitura, o estudo freqüente e a participação continuada nas atividades mediúnicas voltadas para o auxílio dos espíritos necessitados. A prática da caridade indistinta é fator de satisfação íntima e de fortalecimento da vontade de servir. Além disso, o estudo continuado, o hábito da prece e a ampliação do cabedal de conhecimentos espíritas são vetores estimulantes de amadurecimento do senso de moralidade, qualidade capaz de permitir o cultivo consciencioso da mediunidade com Jesus.


Vitor Ronaldo Costa nasceu em Natal (RN). Casado, é pai de quatro filhos e avô de vários netos. Formou-se em medicina e exerceu a clínica médica homeopática em Porto Alegre (RS) e em Brasília (DF), onde fixou residência e se aposentou da profissão.

Desenvolve múltiplas atividades no campo da divulgação espírita. É autor de várias obras doutrinárias, palestrante reconhecido e colaborador de inúmeros periódicos espíritas. Atua há cerca de trinta anos em reuniões mediúnicas desobsessivas praticadas em hospitais espíritas, participa de voluntariado assistencial e desenvolve pesquisas nos vastos campos da mediunidade e da obsessão espiritual, procurando conciliar os propósitos da medicina clássica com os aspectos científicos do Espiritismo.

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