Resenha Espírita
Brasília/DF - Brasil
Edição: Dezembro/2008
Última atualização: 04/março/2009
Joanna de Ângelis

Paz no Natal
Luzes do Alvorecer, Joanna de Ângelis, psicografia Divaldo Franco, Livraria Espírita Alvorada Editora

Recorda Jesus, que abandonou as regiões sublimes para mergulhar na indumentária humana, durante a grande noite do tempo em que viveu entre nós, mediante um incomparável Natal

Enquanto o monstro da guerra atemoriza as mentes e os corações, afastando a esperança das paisagens terrestres; enquanto os infindáveis combates da ira e do crime no lar, no trabalho e nas ruas, conspirarem contra o equilíbrio dos indivíduos, gerando insatisfação e mal-estar; enquanto vicejarem a fome e o abandono de vidas por negligência das próprias criaturas e as enfermidades degenerativas diluírem os corpos e consumirem as mentes, tornando os seres humanos massas informes e carcomidas; enquanto o homem permanecer como lobo do seu irmão; enquanto campearem as injustiças sociais e a delinqüência encontrar guarida nos sentimentos, a dor trabalhará o ser humano, conclamando-o à meditação, à busca das realidades significativas do Espírito imortal.

Têm-se sucedido os milênios, sem que o amor desempenhe o papel que lhe está destinado. O egoísmo destruidor tem trabalhado contra os seus relevantes objetivos construindo impérios de hediondez e de perversidades em detrimento dos valores que unem as criaturas, mantendo-as como verdadeiros irmãos.

Os dominadores de um dia vêm e passam em triunfo enganoso, ao galope desenfreado das suas intérminas conquistas, temidos e odiados, porém, substituídos por outros, não menos cruéis, sem que consigam fugir à consumpção celular através do inevitável fenômeno da morte.

As suas glórias de mentira têm ficado inscritas nas memórias das vítimas que sucumbiram ante a sua impulsividade e se lhes tornaram os terríveis flagícios que lhes dilaceram as consciências entenebrecidas pelos males cultivados.

Assim ocorre, porque ninguém foge dos impositivos dos Soberanos Códigos, que estão inscritos na consciência de cada um, representando a Divindade.

Somente através das ações corretas, que estabelecem os programas de iluminação, é que a criatura humana conseguirá identificar-se com a lei natural que se deriva do Pensamento Cósmico.

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Não te deixes, portanto, atemorizar, ante as sombras que momentaneamente predominam na face terrestre, nem te aflijas sob os impositivos do sofrimento temporário que te chega aos sentimentos, cobrando-te resignação e confiança irrestrita em Deus.

Estes são dias muito difíceis para todos quantos se entregam aos ideais de enobrecimento, experimentando aferição dos valores morais que lhes exornam o comportamento.

O tempo é irrefreável na sua marcha e vence tudo quanto tenta impedir-lhe o avanço inexorável.

Insiste no bem e nos ideais de engrandecimento humano, oferecendo o pagamento que te seja exigido pelas circunstâncias.

Quando foste convidado ao labor de identificação da sociedade melhor, não aguardavas que o campo moral já se encontrasse preparado para o mister.

Sabias que essa tarefa te pertenceria, porquanto o solo das emoções estaria assinalado por dificuldades que deveriam ser trabalhadas.

É natural, portanto, que experimentes dissabores e conflitos, porque os homens e mulheres se apresentam desacostumados dessa contribuição superior, que é característica da Nova Era.

Por enquanto, o teu será um trabalho de pioneirismo, utilizando-te dos instrumentos que correspondem às necessidades do momento, quais a renúncia ao reconhecimento das tuas ações e o testemunho íntimo em referência aos teus objetivos saudáveis.

Todo aquele que se empenha por uma causa nobre tem o dever de demonstrar-lhe a qualidade mediante a própria conduta, integrando-se nos postulados que propõe aos outros.

Certamente os resultados não chegarão de imediato, porém não se farão tardar, porque já são anunciados pelos acontecimentos dolorosos que têm tomado vulto.

Todos os indivíduos aspiram pela felicidade, embora a maioria não saiba como deve ser buscada e menos como vivenciá-la. Enganados por muito tempo, crêem-na como sendo o prazer célere que necessita de renovação a cada momento ou como condição de posse desvairada que leve à ostentação e ao medo, aos desequilíbrios e à presunção.

A pouco e pouco, porém, ante o despertar angustiante, todos passam a identificá-la como realmente é: paz de espírito, consciência tranqüila, bem-estar moral.

Desse modo, sê tu aquele que oferece ao mundo aturdido destes dias a demonstração plena da paz que conquistaste com inteligência e entrega moral, tonificado pela coragem e pela fé.

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No báratro das ocorrências perturbadoras que ora se vivem no planeta terrestre, recorda Jesus, que abandonou as regiões sublimes para mergulhar na indumentária humana, durante a grande noite do tempo em que viveu entre nós, mediante um incomparável Natal, a fim de ensinar o amor e vivê-lo, apontando os rumos de segurança para os caminhos do futuro.

Ele não temeu os dominadores de um momento, as tricas farisaicas, as perseguições implacáveis que Lhe moveram os iludidos em si mesmos, dando curso natural ao Seu programa, sem deixar-Se perturbar ou afligir por quaisquer ocorrências.

É verdade que encerrou o ministério numa cruz, através da qual o Seu holocausto ergueu o ser humano às culminâncias das estrelas que o aguardam no futuro.

Vive, pois, o Natal, em comunhão mental com Ele, repartindo esperança e alegria onde estiveres, conforme puderes, entronizando o amor e a fraternidade nos corações enriquecendo-nos de paz e de felicidade.

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