Resenha Espírita
Brasília/DF - Brasil
Edição: Junho/2010
Última atualização: 08/outubro/2010
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Bezerra foi Político?
Celso Martins

Bezerra foi Político?

Santuário Interior



Creio que ninguém no meio espírita mais rogou a proteção do amoroso Bezerra do que eu, em 2009, com 67 anos no lombo franzino. E tenho a mais segura certeza de que a mim e aos meus afetos, equivale dizer, a dileta esposa D. Neli, o Celsinho e a Silvana, sempre fomos envolvidos em suas bênçãos amorosas na medida dos parcos merecimentos ( e parcos os meus, é claro!). E sei de igual maneira que muitos espíritas, muitos umbandistas, e muitos católicos do País dirão a mesma coisa. Leiam o meu Minhas Memórias Alheias (telefone de contato 21-3017-9815). e quando pego a imensa lista de mais de 5 mil endereços de centros espíritas de nossa Pátria, fico pasmado diante da enorme quantidade de centros espíritas que o têm como patrono, eu que aos dez anos (1950) conheci um em Cascadura (estação suburbana da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil), onde atuava com médium de cura a dona Mundoca, que dizia ser filha de Bezerra numa outra existência aí atrás.

Já lhe compuz um soneto; já lhe li a biografia lendo Ramiro Gama, Sylvio Brito Soares, eu que aos dois conheci pessoalmente, lendo Canuto de Abreu e mais recentemente Luciano Klein Filho e Francisco Acquarone. Rapazola, sabia vagamente algo sobre sua participação política nas Cortes (Rio de Janeiro – Capital) ao tempo de D. Pedro II e sua filha Princesa Isabel, a Redentora, que, na verdade, foram obrigados pela Grã-Bretanha a libertar os escravos, sem lhes dar assistência social, daí surgindo, a meu pobre juízo, a marginalidade do negro nas favelas cariocas atualmente, embora nos morros more muita gente honestíssima como eu mesmo vi, em 1952, quando, qual cabrito, subi com meus pais e a mana à Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ao tempo de Vargas de 1950, levado ao poder pelo voto do povo.

Em 2008, quando a Academia Brasileira de Letras completava o seu Centenário, na Casa do Bruxo de Cosme Velho, aí com a atuação da Ed. Lorenz (leia-se Robinson de Mattos), do Instituto de Cultura Espírita do Brasil (entenda-se César Reis) e do Movimento de Amor ao Próximo (quer dizer, Ivan Perdigão e esposa Iane), o companheiro Paulo Roberto Viola no brindava com a visão espírita do II Reinado, na presença de “imortais”, como, dentre outros, o Eduardo Portella (ex-Ministro da Educação do General Figueiredo) e o Evanildo Bechara, com ambos eu conversando de igual para igual, porque também sou imortal por ação da Vontade e da Bondade de nosso Pai e Criador. E se o Ubiratan Machado levantou as relações entre os Intelectuais e o Espiritismo, parando em 1910, ano em que nascia o saudoso Chico Xavier, creio estar agora a cargo da economista espírita Zenith Alves Soares levantar estas relações entre o Espiritismo e os intelectuais de 1910 até esta parte.

E quem é a Zenith? É uma jovem amiga a quem conheci num centro de Bento Ribeiro, em 10 de agosto de 2009 na minha conversa fiada em homenagem a Bezerra lembrando eu médicos como Zamenhof e como o católico Alemar Salomão, este do Instituto Nacional do Câncer ( leia-me no Almanako Lorenz, edição de 2008 o que escrevi, Esperanto sobre o moderno bom ladrão). Zenith Alves Soares estudou a vida política de Bezerra; e contou com o apoio do Gérson Monteiro, que, aliás, quase foi colega de Neli na Faculdade de Economia da Universidade do então Estado da Guanabara, se a minha cara-metade não abandonasse o curso noturno. Quer saber você detalhes sobre a pesquisa da querida Zenith, cuja leitura recomendo a todos? Telefonem para ela pelo nº 0XX 21 2423 7355, combinado?

Celso Martins (Cx. P. 61003 Rio de Janeiro RJ Cep 21615-970)

Celso Martins nasceu no Rio de Janeiro em 1942. É escritor e jornalista espírita conhecido em todo o país. Autor e co-autor em dezenas de livros publicados no Brasil e no exterior. Além de artigos veiculados por diversos periódicos.

É professor de Biologia e de Física, atualmente aposentado, e licenciado em História Natural e Pedagogia. Esperantista desde 1956, atuou no campo das artes como poeta, sonetista, trovador e contista.

Dedica-se à difusão do Espiritismo na tribuna, na Rádio Rio de Janeiro e pela TV Bandeirantes. Vem colaborando com a Resenha Espírita desde os primeiros tempos.

Ilustração: http://blogmais.wordpress.com/2009/01/02/biografia-adolfo-bezerra-de-menezes-cavalcanti/

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Visão Nova, Autores Diversos, psic. Francisco Cândido Xavier, ed. IDE

Bezerra foi Político?

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Construímos palácios de ouro de que nos retiramos desencantados e abraçamos paixões que nos calcinam os sonhos, a fogo de aflição

Na procura da felicidade e da paz, todos somos viajantes do mundo, caminhando sobre as cinzas de nossos ídolos mortos.

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Construímos palácios de ouro de que nos retiramos desencantados e abraçamos paixões que nos calcinam os sonhos, a fogo de aflição.

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Seguimos para diante, entre flores que morrem, luzes que se apagam, cânticos que emudecem...

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Só existe, na vida, em verdade, uma edificação que resiste à ventania implacável das horas – aquela em que nossa alma recolhe da argila humana a experiência necessária para erguer em si mesma o templo da humildade e do amor.

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Santuário feito de suor e de lágrimas, nele rendemos culto incessante à compreensão e à fraternidade, por facultar-nos mais amplo entendimento da Bondade de Deus.

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Nele, por vezes, agoniada solidão nos aflige, entretanto, é aí dentro que conseguimos silêncio bastante para ouvir os apelo do Alto que nos conclamam à Luz Espiritual, através da renunciação no bem dos outros.

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E, quase sempre a fim de erigi-lo, no coração e na consciência, é imprescindível padecer provas e dores que nos aproximem da vida.

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Alcançando-o, porém, respiramos na antecâmara da Vida Mais Alta, porque aí, nesse recanto indevassável fala o Mestre e ouve o aprendiz, assimilando, por fim, a lição que o integrará na posse do Céu em si mesmo para sempre.

Agar

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