Resenha Espírita
Brasília/DF - Brasil
Edição: 04/2011
Última atualização: 01/01/2012
Joanna de Ângelis

Conquistador Incomum
Fonte de Luz, psicografia de Divaldo Franco, Livraria Espírita Alvorada Editora

No silêncio de uma noite fria, em Belém de Judá, ..., Ele mergulhou nos fluidos densos da matéria, para inaugurar um período novo - a Era do amor!

A sociedade terrestre excruciava-se na barbárie. O ser humano, belicoso, extravasava as paixões mediante os artifícios da guerra e das arbitrárias dominações.

Por toda parte se espalhavam a hediondez, o crime e a miséria moral, reduzindo a criatura à condição de alimália infeliz, que transitava sem rumo, conduzindo pesados fardos de sofrimentos e insatisfação.

Desfilavam, periodicamente, personagens hediondas que se celebrizavam invejadas nos carros dourados das vitórias bélicas transitórias, conduzindo os espólios conquistados, que passavam de mãos no transcurso do tempo: escravos em ferros, rebanhos numerosos, tecidos raros, moedas, objetos de ouro e prata, gemas preciosas que, no entanto, eram incapazes de impedir a decadência orgânica dos seus possuidores, ou a morte, quando futuras derrotas não os faziam sucumbir antes...

O mundo conhecia os nomes temidos dos vencedores de um dia, que deixaram suas marcas de impiedade, imortalizados em estelas de pedras, em monumentos de bronze, em construções que ruiriam depois, inscritos nas páginas da História: os Ramsés I e II, Assurbanipal, Salamandra, Nabucodonossosr, Ciro, Baltazar, Solo, Alexandre Magno, Aníbal, Júlio César, Marco Antônio...

As trevas dominavam as paisagens do planeta e a ignorância aplaudia a força, a que se submetia compulsoriamente.

A família, desagregada, formulava o estatuto da própria dignificação, que o Estado guerreiro rompia, reduzindo as pessoas ao servilismo da escravidão, ou à condição mínima de destituídas de direitos.

Embora a filosofia e as artes sonhassem com o belo e o nobre, com o homem livre e feliz, os corvos terríveis crocitavam sobre os cadáveres dos idealistas...

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Foi nesse cenário de dor e trevas que Jesus nasceu.

No silêncio de uma noite fria, em Belém de Judá, adornado pelo cenário da Natureza e sob a vibração diáfana das onomatopéias vozes animais, Ele mergulhou nos fluidos densos da matéria, para inaugurar um período novo - a Era do amor!

Discreto, como as flores silvestres, passou quase desconhecido durante os primeiros anos, com exceção de pequenos acontecimentos que deveriam preceder-Lhe ao Messianato.

Quando, mais tarde, Sua voz entoou o canto incomparável das Boas Novas, a Humanidade jamais permaneceria a mesma.

Diferindo de todos os conquistadores, Ele preferiu os pobres e abandonados, os enfermos e desiludidos, os simples e puros de coração, sofredores e perseguidos para com eles formar uma sociedade diferente e especial, na qual, o amor seria o seu fundamento essencial, e a fraternidade se faria os braços de socorro distendidos, a todos amparando...

Sem desprezar os ricos e poderosos, demonstrou-lhes a vacuidade das glórias terrenas e os convidou ao despertamento, não lhes concedendo as honras que se atribuíam merecer, continuando incorruptível, inconquistado, mesmo quando, na Cruz, parecia vencido.

Em verdade, depois que Ele iniciou esse período libertador, surgiram novos donos da guerra, que espalharam o terror e ampliaram as balizas nas áreas que passaram à servidão.

Permanecem na memória dos tempos os seus nomes execráveis como símbolos da crueldade, e, temidos, deixaram os corpos que a morte consumiu na mesma substância química orgânica do subsolo.

Recordados com temor, constituem a vilania e insânia conhecidos como Átila, Alarico, Gêngis Cão, Saladino, Hitler, Eichmann, Menguele, porque a sociedade os preferiu por algum tempo, na sua desenfreada correria para a ilusão.

Ele havia elegido os dias de Caio Júlio Cesar Otávio, que a posteridade denominou de Augusto, em cujo reinado predominou a paz, se desenvolveu a cultura, se destacou a arte.

Jesus é o Conquistador Especial despido de armas, sem artifícios, suave-forte, único de Quem se tem notícia, que mudou o rumo de todos os tempos.

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O Seu Natal é mais do que um marco histórico. É toda a história do pensamento ético elevado ao seu máximo nível, dignificando as criaturas a Terra.

Evocando-Lhe o berço de palha emoldurado por estrelas e os animais humildes cujas vozes foram abafadas pela música celeste dos anjos, Ele continua amado, cada vez mais compreendido, ampliando os espaços das mentes e dos corações para vivê-lO integralmente.

Reflexiona nisso, e dá-te conta das possibilidades que Lhe podes oferecer, a fim de que, neste Natal, a dor dos infelizes seja menos angustiante e a miséria menos escorchante, como sendo a prova da tua adesão ao Seu reino e da tua vinculação amorosa com Ele.

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Natal

O medo campeia pela Terra:
Almas aflitas...depressão...
Segue o fantasma da guerra...
Almas encarceradas na ilusão...

A mensagem do amor é sincera
A Boa Nova é eterna canção.
O meigo Jesus a todos espera
O bom Pastor... o bom Irmão!

Hosanas ao sublime Natal
Momento de luz, sem igual,
Um convite a meditar...

Valorizar a oportunidade:
A União, a paz, a bondade.
O bom caminho trilhar!

Poemas e Flores - Herlen Marinho de Lima, ed Otimismo

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