Na vida podemos ter momentos felizes, seguidos de um período longo de sofrimento. A infelicidade generalizada pode ser explicada por estarmos vivendo em um mundo de prova e expiação, onde o mal ainda exerce uma forte influência no nosso comportamento.
Esse estado transitório marcado pela brutalidade, constrange-nos a colocar a felicidade na busca exclusiva de bens materiais e na satisfação dos sentidos, em detrimento das nossas necessidades de aprimoramento espiritual.
Mas, se ainda não temos condições de sermos integralmente felizes, podemos ter uma felicidade relativa na Terra. Na resposta à pergunta 922, de O Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores deixaram o seguinte conselho para sermos felizes em um mundo de prova e expiação: “Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro”.
Complementa, o espírito Fénelon, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, com a seguinte advertência (item 23): “Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida?”.
Portanto, podemos ser ainda felizes se seguirmos os conselhos dados pelos Espíritos Superiores, que nos estimulam a contentarmo-nos com o necessário e a respeitarmos o próximo, prevenindo-nos de dissabores e sofrimentos advindos da inveja, da cobiça, das ansiedades sociais, construindo um futuro ditoso com uma consciência tranquila.
Republicação do Editorial março/2009